“TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR E ANSIEDADE” Será que essa ansiedade que eu sinto é uma doença?

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Na coluna Saúde & Bem-estar dessa semana, a Psiquiatra Raquel Pereira Lima (CRM-RR 1432 RQE 232) da Clínica Albuquerque, nos trás um alerta sobre Transtorno de Compulsão alimentar e ansiedade. Um mau que acomete cada dia mais os brasileiros.

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“É comum ficar nervoso ou ansioso de tempos em tempo. Quem nunca se sentiu assim ao falar em público, por exemplo, ou quando está passando por dificuldade financeira? Porém, para algumas pessoas, essa ansiedade se torna tão frequente e tão intensa, que começa a tornar-se um transtorno, atrapalhando a vida das pessoas. Então como saber se essa ansiedade que eu sinto é uma doença e precisa de tratamento? Aqui está um começo: se você sente alguns desses sintomas frequentemente, você deve buscar ajuda.
1- Preocupação Excessiva Uma das características de quem sofre de transtorno da ansiedade generalizada (TAG) é se preocupar além do necessário com as coisas do dia a dia, grandes ou pequenas, a ponto de interferir no seu dia a dia.
2- Alterações do Sono Dificuldade em iniciar ou manter o sono, muitas vezes sem motivo aparente.
3- Inquietação e Irritabilidade Pode acontecer aquela sensação de estar constantemente com os nervos à flor da pele.
4- Tensão muscular A tensão muscular quase constante, quer se trate de apertar sua mandíbula, tensionando os punhos, ou flexionando os músculos por todo o corpo. Este sintoma pode ser tão persistente e generalizado que as pessoas que viveram com isso por um longo tempo pode parar de perceber depois de um tempo.
5- Dificuldades de concentrar-se Queixas de memória são muito comuns em pacientes ansiosos, já que a concentração é um dos fatores que influenciam na fixação da memória.
A ansiedade patológica interfere na vida do indivíduo de uma maneira geral, causando disfunção e sofrimento. Procurar ajuda médica para um tratamento precoce, bem
como fazer atividade física regularmente e ter hábitos de vida saudáveis, são fundamentais para a melhora dos sintomas.

O ideal mesmo é procurar um especialista, e de forma precoce tratar desses sintomas que as vezes nos passa despercebido. Ansiedade e stress, sem duvidas é o mau da vida moderna, mais que se tratados de forma antecipada, podemos ter uma melhor qualidade de vida.

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Agora, se você é uma daquelas pessoas que está em constante luta contra a balança e não consegue manter o peso estável após chegar ao seu objetivo? Pode ser que você tenha uma doença chamada Transtorno de Compulsão Alimentar que, se não tratada adequadamente, dificulta muito o processo de emagrecimento . No transtorno de compulsão alimentar o indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma vez só. Definitivamente maior que a maioria das pessoas consumiria em um mesmo período, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto. A compulsão alimentar pode ocorrer em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou nível socioeconômico e, como quem sofre deste transtorno aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, torna-se passível de contrair uma grande variedade de doenças. São considerados fatores de risco para o desenvolvimento desse distúrbio:
• Dieta realizada de forma errada – após dietas muito rígidas costumamos ter um aumento no desejo comer e, às vezes, uma incapacidade de parar de comer mesmo quando saciado;
• Comer por conforto emocional – muitos casos, o gatilho para o início do transtorno é alguma alteração emocional;
• Estresse – pode ser a maneira que a pessoa usa para conseguir lidar com alguma situação difícil pela qual vem passando;
• Problemas com a imagem corporal – geralmente acomete aqueles que não estão satisfeitos com sua aparência. Eles constantemente acreditam que deveriam comer menos, mesmo que não consigam fazer algo a respeito disso. O diagnóstico deve ser feito por um profissional qualificado e são seguidos alguns critérios para isso.  Com o reconhecimento precoce da doença e com a instituição de um tratamento adequado, melhorará muito a qualidade de vida dos pacientes. Há uma variedade de opções de tratamento que podem ser combinadas de acordo com as necessidades específicas do paciente”.